Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de
Elomar)
Elomar Figueira Mello (Vitória da Conquista, 21 de dezembro de 1937) é um cantor e compositor brasileiro.
Nasceu Elomar na Fazenda Boa Vista, pertencente aos seus avós, Sr. Virgilio Ferraz e Sra Dona Maricota Gusmão Figueira.
A formação protestante foi herdada da família. Passagens do Velho Testamento estão sempre presentes nas letras de sua obra, como na música “Ecos de umaEstrofe de Abacuc“.
Seus pais eram o Sr. Ernesto Santos Mello, filho de tradicional família da zona da mata de Itambé, Bahia e a Sra. Dona Eurides Gusmão Figueira Mello. Tem dois irmãos: Dima e Neide.
Dos três aos sete anos de idade, viveu na cidade de Vitória da Conquista, passando depois a morar nas fazendas de seus parentes como a Fazenda São Joaquim que tanto lhe inspirou músicas, a as Fazendas Brejo, Coatis e Palmeira.
Estudou entre o sertão e a capital e mais tarde, formou-se em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia, no final da década de 1960. Teve uma passagem rápida também pela Escola de Músicadessa Universidade.
Casado com Adalmária de Carvalho Mello, pai de Rosa Duprado, João Ernesto e do maestro João Omar.
Elomar prefere viver a maior parte do seu tempo nas suas fazendas. A Fazenda Gameleira, que ele chama de Casa dos Carneiros, imortalizada na música Cantiga do Amigo, localizada a 22 Km deVitória da Conquista, na Fazenda Duas Passagens,que se localiza na bacia do Rio Gavião, e na Fazenda Lagoa dos Patos, na Chapada Diamantina.
Elomar, assim como Glauber Rocha e Xangai, é descendente direto do Bandeirante e Sertanista João Gonçalves da Costa, fundador em 1783 do Arraial da Conquista, hoje a cidade de Vitória da Conquista.
Orlando Celino, pintor conquistense e único que Elomar permite retratá-lo, recebeu em 2003, encomenda para pintar um quadro de João Gonçalves da Costa que iria integrar ao monumento de Jacy Flores, em Conquista. Não existindo gravura deste personagem histórico e Elomar como descendente, permitiu que as suas feições fossem usadas para a representação deste ancestral. Este quadro denomonado Capitão-Mor João Gonçalves da Costa, está hoje, na Casa Régis Pacheco, em Vitória da Conquista, um museu político e casa de eventos inaugurado em 05 de abril de 2007.
De 2000 a 2004 viveu na pequena cidade de Lagoa Real, contratado pela Prefeitura local, para formar um coral e criar um projeto de ópera sertaneja.
[editar]Estilo próprio
 |
A Wikipédia possui o Portal da Bahia. Artigos sobre história, cultura, personalidades e geografia. |
Depois que gravou seu primeiro disco …Das Barrancas do Rio Gavião, passou a investir mais na sua carreira musical, bastante influenciados pela tradiçãoibérico e árabe que a colonização portuguesa levou ao nordeste brasileiro, mas foi só no final dos anos 1970 e início dos 80 que deu menos ênfase à arquitetura para dedicar-se à peregrinação pelos teatros do país, de palco em palco, tocando e interpretando o seu cancioneiro e trechos do que viriam a ser suas composições de formato erudito, como autos.
Boa parte dos textos musicais e obras de Elomar são escritos em linguagem dialetal sertaneza (sic); título de linguagem atribuída por ele.
Com seu estilo típico de tocar violão, muitas vezes alterando a afinação do instrumento, Elomar criou fama entre o universo violeiro. Gravou em 1990 o festejado disco “Elomar em Concerto”, acompanhado pelo Quarteto Bessler-Reis. Avesso à exposição na mídia para divulgação do seu próprio trabalho, prefere a vida reclusa da fazenda, longe das grandes metrópoles, criando bodes como o que inspirou ao cartunista Henfil o personagem Francisco Orellana. Mesmo assim, algumas de suas composições ficaram relativamente famosas, como “Clariô”, “O Violeiro”, “Arrumação” e “O Peão na Amarração”.
[editar]Discografia
-
- Elomar, Arthur Moreira Lima, Xangai, Heraldo do Monte, José Gomes
- Gravado ao Vivo no Teatro Pixinguinha (SP).
- Na Quadrada das Águas Perdidas
-
- Elomar, Elena Rodrigues, Dércio Marques, Xangai e Carlos Pita
- Gravado no Seminário de Música da UFBA.
- Fantasia Leiga para um Rio Sêco
-
- Elomar e Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Bahia
- Gravado no Auditório do Centro de Convenções da Bahia
-
- Elomar
-
- Elomar, Jacques Morelembaum, Marcelo Bernardes, Andrea Daltro, Sônia Penido, Xangai e Dércio Marques
- Gravado na Sala de Visitas da Casa dos Carneiros em Gameleira (Vitória da Conquista, BA)
-
- Elomar, Jacques Morelembaum, Quarteto Bessler-Reis, Paulo Sérgio Santos, Marcelo Bernardes, Antônio Augusto e Octeto Coral de Muri Costa
- Gravado ao Vivo na Sala Cecília Meireles (RJ)
-
- Elomar, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Heraldo do Monte
- Gravado na Sala Cecília Meireles (RJ)
-
- Xangai, Elomar, João Omar, Jacques Morelembaum, Eduardo Morelembaum, Eduardo Pereira
-
- Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Xangai
- Gravado ao Vivo no Teatro Castro Alves (Salvador, BA)
-
- Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Xangai
- Gravado ao Vivo no Teatro Castro Alves (Salvador, BA)
-
- Elomar
- Gravado ao Vivo no Teatro Castro Alves (Salvador, BA)
-
- Elomar e João Omar
- Gravado no Estúdio Cacalieri — BA
-
- Elomar
- Gravado no “Nosso Estúdio” — SP
-
- Elomar, Turíbio Santos, Xangai e João Omar (part. especial)
- Gravado ao vivo no Teatro Castro Alves dias 7, 8, 9 e 10 de janeiro de 1.988 em Salvador, BA
Geraldo Azevedo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Geraldo Azevedo (Petrolina, 11 de janeiro de 1945) é um compositor, cantor e violonista pernambucano. Autodidata, aos 12 anos de idade já tocava violão. Iniciou sua trajetória musical quando, aos 18 anos, mudou-se para Recife a fim de estudar, onde conheceu Teca Calazans, cantora, Naná Vasconcelos, percussionista, Marcelo Melo e Toinho Alves que faziam parte do grupo folclórico Construção ao qual juntou-se. Em 1967, mudou-se para oRio de Janeiro, onde trabalhou com a cantora Eliana Pittman. Fundou o Quarteto Livre que acompanhou o cantor Geraldo Vandré em diversas apresentações. A cantora Eliana Pittman em 1968, gravou “Aquela rosa” composição de Geraldo Azevedo. No início da década de 70, junto com o também pernambucano Alceu Valença formou dupla, com a boa performance no Festival Universitário da TV Tupi com as composições “78 rotações” e “Planetário” a dupla chamou a atenção da gravadora Discos Copacabana e em 1972, lançou com Alceu Valença, seu primeiro LP.
[editar]Discografia
- Alceu Valença e Geraldo Azevedo – Quadrafônico (1972) Copacabana LP/CD
- Geraldo Azevedo (1977) Som Livre LP/CD
- Bicho-de-sete-cabeças (1979) Epic/CBS LP/CD
- Inclinações musicais (1981) Ariola LP/CD
- For all para todos (1982) Ariola LP/CD
- Tempo tempero (1983) Barclay/Ariola LP/CD
- Cantoria I (1984) Kuarup LP/CD
- A luz do solo (1985) Barclay/Polygram LP/CD
- De outra maneira (1986) Echo/RCA LP/CD
- Cantoria II (1988) Kuarup LP/CD
- Eterno presente (1988) RCA LP
- Bossa tropical (1989) RCA LP/CD
- Berekekê (1991) Geração LP/CD
- Ao vivo comigo (1994) Geração/BMG Ariola LP/CD (disco de ouro)
- Futuramérica (1996) BMG LP/CD
- O grande encontro 1 (1996) BMG CD (disco platina triplo)
- O grande encontro 2 (1997) BMG CD (disco de ouro)
- Raízes e frutos [1998] BMG CD
- O grande encontro 3 (2000) BMG CD
- Hoje amanhã (2000) BMG CD
- O Brasil existe em mim (2007) Sony&BMG CD
Vital Farias
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Vital Farias (Taperoá, 23 de janeiro de 1943) é um cantor e compositor brasileiro.
Vital Farias nasceu no sítio Pedra d’Água, município de Taperoá, estado da Paraíba.
Caçula entre 14 irmãos, Vital alfabetizou-se com as irmãs. Vital viveu em Taperoá até a conclusão do curso ginasial. Aos 18 anos mudou-se para a capital do estado da Paraíba, João Pessoa, onde prestou o serviço militar no 15º Regimento de Infantaria. Ao deixar o serviço militar continuou em João Pessoa e deu prosseguimento aos seus estudos no Lyceu Paraibano. Nesse período começou a estudar violão por conta própria. Depois passou a dar aulas de violão e de teoria musical no Conservatório de Música de João Pessoa. Em 1975 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde participou de vários e importantes eventos artísticos, entre os quais a peça “Gota d’água”, de Chico Buarque de Hollanda. Em 1976 prestou vestibular para Faculdade de Música, formado-se em 1981. A primeira composição gravada de Vital Farias foi “Ê mãe”, em parceria com Livardo Alves e gravada por Ari Toledo. Em 1978 gravou seu primeiro disco “Vital Farias”. O segundo, “Taperoá”, surgiu dois anos depois. No final do anos 80, Vital resolveu parar de gravar por um tempo para se dedicar aos estudos. Em 2002 produziu o disco de estréia de sua filha, Giovanna, com 15 composições de sua autoria e lançou o disco “Vital Farias ao vivo e aos mortos vivos”. Nesse mesmo ano recebeu o título de Cidadão do Rio de Janeiro.[1]
- 1978 – Vital Farias (Polygram)
-
- - Canção em Dois Tempos (Era casa, era jardim)
- - O Sobreassalto
- - Bate com o Pé o Xaxado
- - Bandeira Desfraldada
- - Via Crucis da Mulher Brasileira
- - Alice no Curral das Maravilhas
- - Deixe de Afobação
- - Expediente Interno
- - Poema Verdade
- - Caso Você Case
- - Ê Mãe
- - Estudo nº 22
-
- - Pra Você Gostar de Mim
- - Eu Sabia, Sabiá
- - Assim Diziam as Almas
- - Nave Mãe
- - Nós Sofre Mais Nós Goza (a faixa “Tudo vai bem” teve a letra censurada pelo governo militar)
- - Repente Paulista
- - Tema de Beija-flor
- - Veja (Margarida)
- - Meu Coração Por Dentro
- - General da Banda
- - Prazer Pelo Avesso
- 1982 – Vital Farias – Sagas Brasileiras (PolyGram)
-
- - Do Meu Jeito Natural
- - Forrofunfá (A Abdias dos Oito Baixos)
- - Sete Cantigas Para Voar (A Elba Ramalho)
- - Ai Que Saudade D’ocê (Vital Farias)
- - Saga de Severinin
- - Saga da Amazônia
- - Trem da Consciência
- - Belo Belo
- - Apesar da Solidão
- - Saga do Boi de Mamão
-
- - Desafio do Auto da Catingueira (Elomar)
- - Novena (Marcus Vinicius/Geraldo Azevedo)
- - Sete Cantigas para Voar (Vital Farias)
- - Cantiga do Boi Incantado (Elomar)
- - Kukukaya – Jogo da Asa da Bruxa (Cátia de França)
- - Ai que Saudade de Ocê (Vital Farias)
- - O ABC do Preguiçoso (Ai d’eu Sodade) (Xangai)
- - Semente de Adão/Viramundo (Capinam/Geraldo Azevedo/Carlos Fernando/Gilberto Gil)
- - Cantiga do Estradar (Elomar)
- - Violêro (Elomar)
- - Saga da Amazônia (Vital Farias)
- - Matança (Jatobá)
- - Cantiga de Amigo(Elomar)
- 1985 – Cantoria 2 (Kuarup Discos) – em conjunto com Elomar, Geraldo Azevedo e Xangai e gravado ao vivo no Teatro Castro Alves, em Salvador, Bahia)
-
- - Desafio do Auto da Catingueira/Repente/Novena (Vital Farias/Geraldo Azevedo/Marcus Vinicius/Elomar)
- - Era Casa, era Jardim/Veja Margarida (Vital Farias)
- - Sabor Colorido/Moça Bonita (Capinam/ Geraldo Azevedo)
- - Na Quadrada das Águas Perdidas(Elomar)
- - Cantilena de Lua Cheia (Vital Farias)
- - Arrumação (Elomar)
- - Suite Correnteza/Barcarola do São Francisco/Talismã/Caravana (Carlos Fernando/Alceu Valença/ Geraldo Azevedo)
- - Estampas Eucalol (Hélio Contreiras)
- - Saga de Severinin (Vital Farias)
- - Cantiga de Amigo (Elomar)
- 1985 – Do jeito natural (PolyGram)
-
- - Canção em Dois Tempos
- - Bate com o Pé o Xaxado
- - Sete Cantigas Para Voar (A Elba Ramalho)
- - O Sobreassalto
- - Deixe de Afobação
- - Forrofunfá (A Abdias dos 8 Baixos)
- - Caso Você Case
- - Do Jeito Natural
- - Ê Mãe
- - Poema Verdade
- - Expediente Interno
- - Ai que Saudade de Ocê
- 2002 – Vital Farias ao vivo e aos mortos vivos (Discos Vital Farias)
Xangai (músico)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Eugênio Avelino, popularmente conhecido como Xangai (Itapebi, 20 de março de 1948) é um cantor, compositor e violeiro brasileiro.
Nasceu às margens do Córrego do Jundiá, afluente do Rio Jequitinhonha, na zona rural do município de Itapebi, no extremo sul da Bahia.
Filho e neto de sanfoneiro, ainda aos 18 anos fixou-se com os seus pais na cidade de Nanuque, no norte de Minas Gerais. Xangai é descendente direto do bandeirante João Gonçalves da Costa, fundador do Arraial da Conquista, atualmente Vitória da Conquista.
Viveu em Vitória da Conquista, na Bahia, de onde recebeu a influência que o tornou um cantor sertanejo.
Seu pai era proprietário de uma sorveteria chamada Xangai na cidade de Nanuque, daí se originando o seu apelido e atual nome artístico.
No ano de 1976, gravou o seu primeiro disco, “Acontecivento”, com destaque para as músicas Asa Branca, Forró de Surubim e Esta MataSerenou.
Apresenta na Rádio Educadora da Bahia o programa “Brasilerança”, através do qual contribui para a divulgação da cultura musical da região nordestina brasileira.
É considerado como o melhor intérprete de Elomar, propiciando inclusive a facilitação do entendimento das composições deste compositor classificado como erudito por muitos.
Em 1999 foi convidado a participar do álbum de comemoração de 100 anos do Esporte Clube Vitória, time do seu coração.
Participou com o cantor Waldick Soriano dos últimos shows da carreira deste antigo nome da chamada música brega brasileira, inclusive na cidade natal de Waldick, Caetité, em 26 de maio de 2007.
[editar]Discografia
• Acontecivento (1976) Epic/CBS LP
• Parceria Malunga (1980) Discos Marcus Pereira LP
• Qué Que Tu Tem Canário (1981) Kuarup LP
• Mutirão da Vida (1984) KLP LP
• Cantoria 1 (1984) MKCD LP, CD
• Cantoria 2 (1985) LP, CD
• Xangai canta (1986) Kuarup LP
• Xangai. Lua Cheia-Lua nova (1990) Kuarup LP
• Dos Labutos (1991) Kuarup LP
• Aguaterra. Ao vivo com Renato Teixeira (1996) Kuarup CD
• Cantoria de Festa (1997) Kuarup CD
• Mutirão da Vida (1998) Kuarup CD
• Um Abraço Pra Ti, Pequenina (1998) CD
• Brasilerança (2002) Kuarup Discos CD
• Nóis é Jeca Mais é Jóia – C/Juraildes da Cruz (2004) Kuarup CD
• Estampas Eucalol (2006) Kuarup CD